Em um período de cinco anos, subiu o percentual da população brasileira que consegue pagar por refeições mais saudáveis no seu dia a dia. Foi o que destacou uma reportagem da Agência Brasil, publicada no último dia 24 de julho, com base nos dados do Relatório sobre o Estado da Insegurança Alimentar Mundial, divulgado no mesmo dia pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
“Manter uma dieta saudável no Brasil ficou 32% mais caro entre 2017 e 2022. Apesar disso, o número de pessoas sem condições de pagar por alimentos que atendam às diretrizes nutricionais mínimas diminuiu — mesmo com a alta global dos preços dos alimentos pós-pandemia da covid-19”, acentuou a Agência Brasil.
De acordo com os números apresentados pela FAO, em 2017, cerca de 57,2 milhões, brasileiros (ou 27,4% da população do país) não tinham condições de gastar o valor médio diária necessário para manter uma dieta saudável — número que caiu para 54,4 milhões (ou 25,3% da população) de pessoas em 2022.
“Segundo os autores da publicação, em 2017, os brasileiros pagavam US$ 3,22 por dia para consumir uma dieta considerada saudável. O gasto se manteve praticamente estável nos dois anos seguintes: US$ 3,21, em 2018, e em US$ 3,30, em 2019. A partir de 2020, quando a pandemia já impactava todo o globo, a quantia necessária (US$ 3,53) começou a subir e não parou mais. Em 2021, foi preciso gastar US$ 3,84/dia e, em 2022, US$ 4,25/dia”, detalhou a matéria da Agência Brasil a respeito dos custos de uma alimentação saudável no Brasil.
Essas e demais notícias e conclusões do relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura podem ser encontradas na íntegra da reportagem publicada pela Agência Brasil.