Desocupação dos brasileiros na força de trabalho caiu 1 ponto percentual no segundo trimestre do ano

No segundo trimestre de 2024 (abril, maio e junho), a taxa de desocupação da população brasileira na força de trabalho ficou em 6,9%. O resultado se trata de uma queda de 1 ponto percentual (p.p.) ante a taxa observada no primeiro trimestre do ano (7,9%), e de redução de 1,1 p.p. ante o segundo trimestre de 2023 (8%).

Os dados em questão são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), referente ao segundo trimestre do ano, publicada em meados de agosto, dia 15, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  De acordo com o relatório da entidade, no recorte por regiões do país, a taxa de desocupação da população brasileira na força de trabalho evoluiu da seguinte forma: 

  • O Nordeste registrou uma redução de 11,1% no primeiro trimestre deste ano para 9,4% no segundo trimestres de 2024 — e se manteve com a maior taxa de desocupação entre todas as regiões brasileiras; 
  • O Norte teve redução de 8,2% para 6,9%; 
  • O Sudeste registrou queda de 7,6% para 6,6%, 
  • O Sul permaneceu quase em estabilidade, com leve recuo de 4,9% para 4,7%; e
  • O Centro-Oeste caiu de 6,1% para 5,4%;  

Por sua vez, segundo os destaques da Agência de Notícias IBGE sobre o assunto, na comparação entre o segundo e o primeiro trimestre deste ano, a taxa de desocupação dos brasileiros na força de trabalho caiu em 15 das 27 Unidades da Federação (UFs) — e ficou estável nas outras 12. Nesse sentido, “as maiores taxas foram de Pernambuco (11,5%), Bahia (11,1%) e Distrito Federal (9,7%), e as menores, de Santa Catarina (3,2%), Mato Grosso (3,3%) e Rondônia (3,3%)”, elencou a reportagem. 

Mais informações sobre o tema podem ser encontradas tanto na íntegra da Pnad Contínua trimestral do IBGE quanto na matéria completa publicada pela Agência da entidade

Atividade econômica cresceu 1,1% no segundo trimestre de 2024, segundo Monitor do PIB-FGV

A atividade econômica brasileira cresceu 1,1% no segundo trimestre deste ano, na comparação com primeiro; e 2,9% ante o segundo trimestre do ano passado. Foi o que apontaram as notícias do Monitor do PIB-FGV, publicação do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre) divulgada no último dia 16 de agosto. 

Na taxa de variação mensal, houve crescimento de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) de junho ante maio, e uma alta de 2,9% ante junho de 2023. A taxa acumulada em 12 meses até junho, por sua vez, foi de 2,3%.

Conforme o que explicou a coordenadora do Monitor do PIB-FGV, Juliana Trece, o crescimento de 1,1% do Produto Interno Bruto brasileiro observado na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2024 “mostra que a economia segue crescendo de forma robusta pelo segundo trimestre consecutivo”. De acordo com o que enfatizou Trece, “esse desempenho trimestral tem forte influência do mês de junho, que foi o que apresentou maior crescimento no trimestre”.

Pelo lado da demanda, todos os componentes do indicador registraram crescimento, acrescentou Juliana Trece. “Destaca-se a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) que cresceu 3,3% no segundo trimestre, e sinaliza o aumento da capacidade produtiva, que tende a contribuir para o crescimento futuro”, frisou a coordenadora da pesquisa. 

Confira a íntegra do Monitor do PIB-FGV de junho.

Sobre o Monitor do PIB-FGV  

Divulgado pelo FGV Ibre, o Monitor do PIB-FGV estima, mensalmente, o PIB brasileiro em volume e em valor. Conforme o que explicou o Instituto Brasileiro de Economia da FGV, o Monitor foi criado para “prover a sociedade de um indicador mensal do PIB, tendo como base a mesma metodologia das Contas Nacionais do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística]”. 

“Sua série inicia-se em 2000 e incorpora todas as informações disponíveis das Contas Nacionais (Tabelas de Recursos e Usos, até 2021, último ano de divulgação) bem como as informações das Contas Nacionais Trimestrais, até o último trimestre divulgado (primeiro trimestre de 2024). Para realizar esses cálculos são usadas cerca de 500 informações de volume e de preço, conjugadas com a última Tabela de Recursos e Usos disponível no nível de 52 atividades e 109 produtos”, detalhou o FGV Ibre.

Em 2022, subiu a quantidade de brasileiros que podiam pagar por alimentos de qualidade no país, aponta relatório da Organização das Nações Unidas

Em um período de cinco anos, subiu o percentual da população brasileira que consegue pagar por refeições mais saudáveis no seu dia a dia. Foi o que destacou uma reportagem da Agência Brasil, publicada no último dia 24 de julho, com base nos dados do Relatório sobre o Estado da Insegurança Alimentar Mundial, divulgado no mesmo dia pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). 

“Manter uma dieta saudável no Brasil ficou 32% mais caro entre 2017 e 2022. Apesar disso, o número de pessoas sem condições de pagar por alimentos que atendam às diretrizes nutricionais mínimas diminuiu — mesmo com a alta global dos preços dos alimentos pós-pandemia da covid-19”, acentuou a Agência Brasil.

De acordo com os números apresentados pela FAO, em 2017, cerca de 57,2 milhões, brasileiros (ou 27,4% da população do país) não tinham condições de gastar o valor médio diária necessário para manter uma dieta saudável — número que caiu para 54,4 milhões (ou 25,3% da população) de pessoas em 2022. 

“Segundo os autores da publicação, em 2017, os brasileiros pagavam US$ 3,22 por dia para consumir uma dieta considerada saudável. O gasto se manteve praticamente estável nos dois anos seguintes: US$ 3,21, em 2018, e em US$ 3,30, em 2019. A partir de 2020, quando a pandemia já impactava todo o globo, a quantia necessária (US$ 3,53) começou a subir e não parou mais. Em 2021, foi preciso gastar US$ 3,84/dia e, em 2022, US$ 4,25/dia”, detalhou a matéria da Agência Brasil a respeito dos custos de uma alimentação saudável no Brasil.

Essas e demais notícias e conclusões do relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura podem ser encontradas na íntegra da reportagem publicada pela Agência Brasil.